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Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses elege novos Órgãos Sociais

A eleição dos novos Órgãos Sociais da Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses ocorreu em Loures. No seu último mandato, o dirigente assume o compromisso de preparar a sucessão e reforçar a exigência junto do Governo.

A Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses (CNCP) elegeu, no passado dia 11 de abril, em Loures, a equipa que irá liderar os destinos da estrutura máxima da caça em Portugal até 2030. O ato eleitoral, marcado pela união das federações de norte a sul do país, confirmou a continuidade de Vítor Palmilha como Presidente da Direção.

 

Uma liderança de continuidade e transição

Ao tomar posse, Vítor Palmilha anunciou que este será o seu último mandato à frente da Confederação. O dirigente explicou que a decisão de avançar resultou de apelos transversais do setor, sublinhando que o seu foco nos próximos quatro anos passará pela defesa intransigente dos caçadores e pela preparação de uma nova liderança, capaz de assegurar o futuro do mundo rural.

 

A nova estrutura diretiva

Os novos órgãos sociais contam com representantes das várias regiões cinegéticas, reforçando a representatividade nacional da CNCP:

Assembleia Geral: António Martins Antunes (Federação de Viseu)

Conselho Fiscal: José Fernando Figueiredo Luís (Federação do Algarve)

Conselho Jurisdicional: Manuel Carvalho Pereira (Federação do Algarve)

Conselho Técnico: Manuel António Carvalho (Federação da 1.ª Região Cinegética)

Conselho Disciplinar: Jorge Íris Nogueira (Federação da Beira Interior)

Conselho de Arbitragem: Nelson Ribeiro Coutinho (OESTECAÇA)

 

Reivindicações e Peso Económico

Durante a cerimónia, foi reforçada a importância da atividade cinegética para o equilíbrio dos ecossistemas. A CNCP recordou o papel essencial dos caçadores na preservação da fauna e flora, bem como o significativo impacto económico que o setor gera nas zonas rurais.

Vítor Palmilha aproveitou a ocasião para enviar uma mensagem clara ao poder político, manifestando disponibilidade para colaborar em reformas, mas exigindo que estas não sejam feitas à revelia das organizações. "É urgente que o Governo tome medidas concretas que respeitem os direitos e deveres de quem gere o património cinegético nacional", afirmou.

 

Uma força nacional

A CNCP mantém a sua coesão através da agregação das principais federações do país, incluindo as regiões de Entre Douro e Minho, Beira Litoral e Interior, Centro, Oeste, Alentejo e Algarve, consolidando-se como o interlocutor de referência para o setor da caça em Portugal.